Espaçonave japonesa abre nova cratera em um asteroide
Uma amostra do corpo poderia explicar mais sobre o surgimento da vida no espaço
Uma espaçonave japonesa, a cerca de 186 milhões de quilômetros da Terra, lançou explosivos em um asteroide na noite passada. O resultado foi uma cratera na superfície do mesmo. Eventualmente, a espaçonave inspecionará a abertura feita — e pode até coletar uma amostra, o que ajudaria os cientistas a aprender mais sobre o interior do asteroide.
O veículo espacial usado é a Hayabusa2, operada pela Japan Aerospace Exploration Agency. Lançada em 2014, a nave viajou para um asteroide próximo da Terra, chamado Ryugu, e está circulando ao seu redor desde o ano passado. A missão do veículo é coletar amostras de material e trazê-las à Terra para estudos. No entanto, a espaçonave está usando alguns métodos únicos para atingir seu objetivo — inclusive enviou alguns robôs que estavam no asteroide ao longo de sua jornada.
Em novembro passado, os cientistas viram sinais de que algo estava mudando, mas foi só no começo desse ano que perceberam que havia uma cauda de poeira semelhante a um cometa, que se estendia por mais de 400.000 quilômetros.
Na época, alguns astrônomos sugeriram que uma colisão com outro objeto poderia ter feito o asteroide começar a mudar, mas um novo artigo de uma equipe internacional de pesquisadores conclui que o Gault estava realmente pronto para desmembrar-se e, talvez, não causar nenhum impacto.
“Este evento de autodestruição é raro", explicou Olivier Hainaut, co-autor do comunicado da European Southern Observatory. "Asteroides ativos e instáveis, como o Gault, só agora estão sendo detectados por meio de novos telescópios que examinam todo o céu”.
Há cerca de 800 mil asteroides conhecidos no cinturão de Marte, mas os astrônomos estimam que esse tipo de rachadura acontece apenas uma vez por ano. O estado frágil é atribuído a algo chamado efeito Yarkovsky-O'Keefe-Radzievskii-Paddack (YORP). A ideia básica é que a radiação eletromagnética do sol interage com pequenos objetos como os asteroides de maneira que eles possam girar cada vez mais rápido, tornando-se cada vez mais instáveis.
Os astrônomos dizem que a cauda começará a desaparecer nos próximos meses, quando a poeira se dispersar no espaço. Isto é, a menos que o Gault 6478 continue desmoronando.
Fonte: https://olhardigital.com.br/noticia/o-telescopio-hubble-da-nasa-capta-imagem-de-uma-asteroide-se-desfazendo/84189
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